terça-feira, 1 de novembro de 2022

Meião Preto

 

            Compositor: Arimatéa/ Miranda

 

O meu amigo que brigou com a namorada.

Entrou numa enrascada, que eu não quero nem lembrar.

Foi ao boteco, encheu a cara ficou tonto,

O coitado bebeu tanto, que chegou a desmaiar.

Estava chovendo e o vento fino soprava,

Era só o que faltava, meu amigo ficar tonto.

Deixar na chuva, com certeza ele morria,

E naquela agonia, eu carreguei ele nos ombros...

Ele é gordão, eu sou raquítico, sou magrinho,

Levei ele mesmo assim, amigo é pra ajudar.

Quando cansava, eu jogava ele no chão,

Fui arrastando pela mão, até a gente chegar lá.

Na casa dele, foi que o bicho pegou,

A mãe dele se assustou e já começou a gritar:

“O que fizeram, com meu filho tá gelado,

O pezinho do coitado, não tá querendo esquentar”.

 

Pra esquentar o pé dele, a velha passava a mão,

Quem fez isso com meu filho? vou chamar o camburão!

Fiquei no maior sufoco, busquei um par de meião,

Disse a ela: “é meio grossa, meia preta de algodão,

Bota a meia no pé dele, tia que esse menino fica bom”.

Meia preta meia grossa, veja só a confusão,

Bota logo e não enrola tia, que esse menino fica bom.

 

O meu amigo que brigou com a namorada.

Entrou numa enrascada, que eu não quero nem lembrar.

Foi ao boteco, encheu a cara ficou tonto,

O coitado bebeu tanto, que chegou a desmaiar.

Estava chovendo e o vento fino soprava,

Era só o que faltava, meu amigo ficar tonto.

Deixar na chuva, com certeza ele morria,

E naquela agonia, eu carreguei ele nos ombros...

Ele é gordão, eu sou raquítico, sou magrinho,

Levei ele mesmo assim, amigo é pra ajudar.

Quando cansava, eu jogava ele no chão,

Fui arrastando pela mão, até a gente chegar lá.

Na casa dele, foi que o bicho pegou,

A mãe dele se assustou e já começou a gritar:

“O que fizeram, com meu filho tá gelado,

O pezinho do coitado, não tá querendo esquentar”.

 

Pra esquentar o pé dele, a velha passava a mão,

Quem fez isso com meu filho? vou chamar o camburão!

Fiquei no maior sufoco, busquei um par de meião,

Disse a ela: “é meio grossa, meia preta de algodão,

Bota a meia no pé dele, tia que esse menino fica bom”.

Meia preta meia grossa, veja só a confusão,

Bota logo e não enrola tia, que esse menino fica bom.

 

Pra esquentar o pé dele, a velha passava a mão,

Quem fez isso com meu filho? vou chamar o camburão!

Fiquei no maior sufoco, busquei um par de meião,

Disse a ela: “é meio grossa, meia preta de algodão,

Bota a meia no pé dele, tia que esse menino fica bom”.

Meia preta meia grossa, veja só a confusão,

Bota logo e não enrola tia, que esse menino fica bom.

Bota logo e não enrola, tia que esse menino fica bom.

 

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