Compositor: Arimatéa
Essa história aconteceu há pouco tempo
Se bem me lembro foi pescando lambari,
Pus uma isca pra pegar uma piaba
Mas na hora da fisgada eu peguei um sucuri.
Aquela cobra estava pré-determinada
Engoliu minha chumbada minha linha de pescar,
Eu dei um grito que quase abalou o mundo
Num prazo de dez segundos meus colegas chegam lá.
É vapu sucuri, sai cobra vai prá lá.
É vapu sucuri, vá baixar noutro lugar.
Vapu sucuri sai cobra vai prá lá,
Vapu sucuri nunca mais eu vou pescar.
O meu cunhado que também estava pescando,
Viu a cobra me enfrentando e resolveu me ajudar.
A cobra olhou pra ele e só deu uma piscadinha,
Fez bilingo com linguinha, já partiu pra lhe pegar.
Ele é valente mas na hora ele tremeu,
Chamou São Bartolomeu e deu um jeito de vazar.
No corre-corre ele quis sair primeiro,
Mais caiu num atoleiro e só ouvia ele gritar:
É vapu sucuri, sai cobra vai prá lá.
É vapu sucuri, vá baixar noutro lugar.
Vapu sucuri sai cobra vai prá lá,
Vapu sucuri nunca mais eu vou pescar.
Um rapazinho que chegou numa canoa
Parecia gente boa pelo traje e afeição,
Ao ver a cobra ficou tão descontrolado
E falou meio gaguejado:
“Ai Deus me livre mais que cobrão” ...
Nesse momento a sua canoa afundou
E o coitadinho nadou, parecia um tubarão,
Lá no barranco se sentindo mais seguro
Deu um grito e deu um pulo e disse cobrinha aqui não.
É vapu sucuri, sai cobra vai prá lá.
É vapu sucuri, vá baixar noutro lugar.
Vapu sucuri sai cobra vai prá lá,
Vapu sucuri nunca mais eu vou pescar.
Até a pinga que a gente tinha levado,
Aquela cobra safada, resolveu a degustar.
Pegou o vidro e abusou do aguardente,
Bebeu tudo, ficou quente e deu risada sem parar.
Daí a pouco a cobrinha cochilou,
Foi que pude entender por que foi que começou.
Aquela cobra que também estava pescando,
Só ‘tava’ cumprimentando os parceiros que chegaram.
É vapu sucuri, sai cobra vai prá lá.
É vapu sucuri, vá baixar noutro lugar.
Vapu sucuri sai cobra vai prá lá,
Vapu sucuri nunca mais eu vou pescar.
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