Compositor: Arimatéa
O amigo Zé Rasteira, é um grande boiadeiro,
Nascido lá no sertão, no triângulo mineiro.
Domador de burro bravo, e muito bom violeiro.
Cantado suas canções, alegrando os corações,
Desse povo brasileiro.
Toca o berrante, com emoção,
Reúne o gado, pra seguir no estadão.
Um cigarrinho de palha, a guaiaca e o gibão
Um chapéu de aba larga, o cinto de fivelão
Com ele não tem segredo, toma pinga com limão.
É amigo dos amigos, onde chega é recebido,
Boiadeiro do sertão.
Toca o berrante, com emoção,
Reúne o gado, pra seguir no estadão.
Certo dia numa festa, o Zé rasteira chegou.
Era uma montaria, um torneio amador.
Surgiu um touro
nelore, que a peonada enjeitou.
Convidaram o Zé rasteira, pra montar naquela fera,
E na hora ele aceitou.
Toca o berrante, com emoção,
Reúne o gado, pra seguir no estadão.
Ele entrou na Brets, com muita dedicação.
Sentou no lombo do touro, e fez a sua oração.
Mandou abrir a porteira, foi aquela agitação.
O touro pulou cruzado, mas se entregou derrotado,
Na espora do peão.
Toca o berrante, com emoção,
Reúne o gado, pra seguir no estadão.
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