quarta-feira, 19 de outubro de 2022

A Viola Caipira

             Compositor: Arimatéa

 

Certo dia um amigo veio querendo me zoar,

Falando do meu estilo que eu preciso mudar.

Diz que a modas caipiras já deu o que tinha que dá,

Respondi assim pra ele, não quero contrariar,

Mais eu nasci no sertão,

Comendo arroz com feijão, não conheço caviar.

 

Acho até que tem razão se for pra ganhar dinheiro,

Tem que rebolar bastante e arrepiar o cabelo.

Não fala coisa com coisa é aquele pesadelo,

Eu canto aquilo que gosto, sou matuto sou roceiro,

Nascido lá no sertão,

Na beira do ribeirão, no triangulo mineiro.

 

Quem achar que estou errado pode ficar à vontade,

A nossa democracia, nos dá essa liberdade.

Eu canto aquilo que gosto com muita simplicidade,

Mas também gosto de ouvir, alguém falar a verdade,

Sem querer menosprezar,

Somente pra ilustrar a nossa realidade.

 

O roceiro fala pouco, mas tem um ouvido bom,

Separa o joio do trigo, com bastante precisão.

A nossa moda raiz, fala do nosso sertão,

A viola caipira é a nossa tradição,

Pra ser um bom violeiro,

Você precisa primeiro, a prender cantar modão.  

Pra ser um bom violeiro,

Você precisa primeiro, a prender cantar modão.  

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