quarta-feira, 19 de outubro de 2022

A Mendiga do Supermercado

             Compositor: Arimatéa

 

Parei certo dia num supermercado, e fui abordado por uma mulher.

Pedindo dinheiro pra compra comida, contou sua vida do jeito é.

Falou que trabalha fazendo faxina, que é sua sina nasceu pra sofrer.

Vive com alguém que não lhe dar valor,

Mas morre de amor, não sabe o que fazer.

 

Eu nem sei porque lhe dei atenção, mais meu coração ficou abalado.

Fiquei comovido com tanta tristeza, vi tanta firmeza num rosto cansado.

Disse assim pra ela: “o amor e bom, mais tem que ser puro e correspondido...

Esse camarada não é pra você, procure esquecer esse amor bandido”.

 

Conversei com ele querendo ir embora, mais na mesma hora

Eu nem sei porque.

Dei pra ela um cheque com um bom valor, e ela chorou ao me agradecer.

O tempo passou e daí muitos anos, em um restaurante parei pra comer.

Veio a garçonete perguntou meu nome, saiu satisfeita, foi me atender.

 

Fui pagar a conta fiquei assustado, já tinham pagado não devia nada

Veio uma senhora muito bem vestida, com voz tremida mas muito educada.

Me chamou pro nome e me disse assim, não lembra de mim

Não sabe quem sou.

Aquela mendiga que pediu c omida, no supermercado e você me ajudou.

 

As suas palavras abriram meus olhos, parei pra pensar e enxerguei a vida

Aquele dinheiro foi meu pontapé, hoje sou uma empresária das bem sucedida.

Seu bonito gesto naquele momento, mudou minha vida da água pro vinho

Não foi um empréstimo que você me fez, mais quero devolver

Tintim por tintim.

Não foi um empréstimo que você me fez, mais quero devolver

Tintim por tintim.

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