Compositor: Arimatéa
Parei certo dia num
supermercado, e fui abordado por uma mulher.
Pedindo dinheiro pra
compra comida, contou sua vida do jeito é.
Falou que trabalha fazendo
faxina, que é sua sina nasceu pra sofrer.
Vive com alguém que não
lhe dar valor,
Mas morre de amor, não
sabe o que fazer.
Eu nem sei porque lhe dei
atenção, mais meu coração ficou abalado.
Fiquei comovido com tanta
tristeza, vi tanta firmeza num rosto cansado.
Disse assim pra ela: “o
amor e bom, mais tem que ser puro e correspondido...
Esse camarada não é pra
você, procure esquecer esse amor bandido”.
Conversei com ele querendo
ir embora, mais na mesma hora
Eu nem sei porque.
Dei pra ela um cheque com
um bom valor, e ela chorou ao me agradecer.
O tempo passou e daí muitos
anos, em um restaurante parei pra comer.
Veio a garçonete perguntou
meu nome, saiu satisfeita, foi me atender.
Fui pagar a conta fiquei
assustado, já tinham pagado não devia nada
Veio uma senhora muito bem
vestida, com voz tremida mas muito educada.
Me chamou pro nome e me disse
assim, não lembra de mim
Não sabe quem sou.
Aquela mendiga que pediu c
omida, no supermercado e você me ajudou.
As suas palavras abriram
meus olhos, parei pra pensar e enxerguei a vida
Aquele dinheiro foi meu pontapé,
hoje sou uma empresária das bem sucedida.
Seu bonito gesto naquele
momento, mudou minha vida da água pro vinho
Não foi um empréstimo que
você me fez, mais quero devolver
Tintim por tintim.
Não foi um empréstimo que
você me fez, mais quero devolver
Tintim por tintim.
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